Archive for the Concertos Category

Muse – H.A.A.R.P. Ao vivo no estádio de Wembley Londres 2007

Posted in Albuns, Concertos on Julho 17, 2009 by João

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Muse arrisco a escrever é uma banda de culto, isto porque a sua sonoridade vai além de um rock de catalogo, tão recorrente de um estilo progressivo e pesado como no segundo seguinte amacia na mais melodiosa e melancólica harmonia. Viagens entre um piano clássico e uma distorção psicadélica abraçada pela voz sublime de Matthew Bellamy subindo e descendo com extraordinário e exímio dramatismo capaz de arrepiar qualquer espinha! De culto sim, porque o som pode ser estranho mas depois entranha e fica por lá, a circular pelo corpo alimentando-se de novos álbuns novas canções até ao dia em que a ceita se junta para em uníssono pular e saltar, gritar a todo pulmão e cantar até a voz doer, e saltar e saltar, e abraçar, puxar do isqueiro e à luz das velas beijar e abraçar para depois voltar a pular e largar tudo o que há para largar, arrepiar num seguimento exaustivo de emoções fortes e sensações únicas!

H.A.A.R.P é um álbum gravado ao vivo pela banda durante os dois soberbos concertos que esta protagonizou no mítico e renovado estádio de Wembley em Londres de 2007. Com um cenário irrepreensível grandioso e arrojado milhares de pessoas assistiram a um espectáculo de som e imagem, milhares de luzes e efeitos, pirotecnia e balões de ar quente com dançarinas acrobáticas bailando e sobrevoando o público ao som da lindíssima Blackout. Deixa-nos com pele de galinha e não há como negar! O álbum não percorre o concerto todo e não demonstra a total grandeza do mesmo, no entanto para aqueles que não o poderão ver fica parte dessa passagem e uma experiencia bastante emotiva!

Muse vão estar em Portugal para um concerto único no Pavilhão Atlântico no próximo dia 29 de Novembro de 2009. Um concerto a não perder! De culto.


01. Intro                                           08. Starlight
02. Knights Of Cydonia                   09. Time Is Running Out
03. Hysteria                                     10. New Born
04. Supermassive Black Hole         11. Unintended
05. Map of the Problematique         12. Micro Cuts
06. Butterflies and Hurricanes        13. Stockholm Syndrome
07. Invincible                                   14. Take a Bow

Muse
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8/10

MUSE – H.A.A.R.P. Live From Wembley Stadium

Antony And The Johnsons Ao Vivo No Coliseu Do Porto

Posted in Concertos on Maio 21, 2009 by João

Antony

Antony and the Johnsons encheram na passada segunda-feira o coliseu do Porto com o seu mais recente trabalho “The Crying Light”. Numa sala tímida de luz surgiu uma ave de silhueta indefinida com duas longas asas batendo e esvoaçando síncronas do ruído que se fazia. Incómoda e estranha a simbólica introdução dava a certeza que o espectáculo seria tudo menos vulgar e impessoal. Nos momentos seguintes sentiu-se a presença dos músicos e o concerto começava entre a entusiasmada reacção do publico e a voz peculiar de Antony rasgando e inundando todo o Coliseu com uma claridade e uma força extrema de preenchimento único. A complexidade da banda era notória com violinos, saxofone, guitarra acústica, guitarra eléctrica, piano e bateria como se fosse uma pequena orquestra muito bem oleada e preparada para as várias paragens e improvisos de Antony. O vocalista e pianista não deixou de lado os seus dotes humorísticos, interagindo sempre com o publico quis saber como estavam os seus fãs e como estava a cidade, mostrou a sua preocupação com o ambiente e o excesso de confiança depositado em Obama, apelou à esperança de um mundo melhor e discursou sobre a sua visão da religião e de um Deus no feminino, no fim ainda recebeu uma proposta para se casar mas lisonjeado rejeitou defendendo-se que era um péssimo cozinheiro.
Entre os momentos de maior descontracção ouviram-se canções tão intimistas como “You Are My Sister” , “Twilight” ou o belíssimo “Hope Mountain” para ainda realçar o infindável “Fistful of Love” com vários fins, recomeços e muitos improvisos. “Aeon” foi o prenúncio da despedida e o publico de pé de palmas ao rubro assobios vibrantes e o tremor já habitual das galerias superiores a bater o pé no chão, fizeram regressar a banda que já nos esperava e esta saudou-nos com “Cripple and the Starfish” e deixou-nos a beleza irrepreensível da voz inconfundível de Antony, essa que é decomposta em doçura e dor, falo claro de “Hope There’s Someone”. Fim do concerto!


Alinhamento:
1.Where Is My Power                            11.I Fell in Love With a Dead Boy
2.Her Eyes Are Underneath the Ground   12.Fistful of Love
3.Epilepsy Is Dancing                           13.You Are My Sister
4.One Dove                                        14.Hope Mountain
5.For Today I Am a Boy                        15.Twilight
6.Kiss My Name                                   16.Aeon
7.Everglade
8.Another World                                        = Encore =
9.Shake That Devil                               17.Cripple and the Starfish
10.The Crying Light                              18.Hope There's Someone

Antony and the Johnsons

Sigur Rós – 11 de Novembro – Campo Pequeno – Lisboa

Posted in Concertos on Novembro 19, 2008 by João

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Apagaram-se as luzes e os anjos do universo desceram para nos tocar… e tocaram … tocaram cerca de duas horas, intensas e inesquecíveis num terceiro regresso a Portugal. O local do ritual estava definido, seria um grande campo pequeno onde os fieis acorreriam ordenados e em filas nervosos, saltitando livre o murmurinho impossível de esconder, ansiosos seguidores da obra pela entrada no templo sagrado e efémero. Passo após passo a multidão entrou e uniu-se no invólucro, e num casulo de pura adoração fomos o aconchego uníssono e sonoro, mudo e deslumbrado, fizemos nascer e vimos voar a mais bela e magnifica borboleta. As tonalidades eram sorrisos e arrepios de espinha e sobrevoaram imperiosas sobre as cabeças, acompanhadas sempre pelo bater arrebatador e idílico das suas asas aos nossos ouvidos.Por fim o silencio e a escuridão, sobre o palco o nevoeiro deu lugar a um sabor distante e a quietude das nuvens criou a atmosfera perfeita para um bom começo … Azul … Roxo … Amarelo … Verde … e de novo o Azul … Svefn g englar iniciava-se e o concerto começava! Seguiriam-se passagens pelos diversos álbuns, partindo de Ágaetis Byrjun recordou-se Ny Batteri como uma viagem a um mundo estranho e não definido, sujo, áspero e brutalmente intenso, bebeu-se como uma droga que transporta-nos para um outro qualquer lugar, diferente de todo o resto, e da confusão gerada surge Fljótavik , simples e suave, a voz calma que adoça e carrega de ternura os ouvidos e as mãos. Við spilum endalaust chega e traz o ar fresco e a luz da manha, a esperança e dez centímetros acima do chão.Levitamos rendidos e em Hoppípolla soltaram-se balões coloridos que não prendemos mas sim nos desprendemos com eles rarefeitos de alegria. Seguiram-se recuos e avanços no tempo, relembramos o extraordinário untitled, perfeito, um dialecto sonoro criado para envolver e apenas nos fazer sentir, E-bow foi simplesmente inesquecível. No presente ainda assistimos a Festival e ao lalalala de Gobbledigook e do céu coberto com vigas de madeira e vidro baço choveram gotas de papéis, quadrados e rectângulos, círculos e corações coloridos deslizando mágicos sobre olhos e aterrando como flocos de neve entre os nossos cabelos.
Fim do concerto.

Choque, não…queremos mais…muito mais… e eles voltaram e tocaram “All Alright” e tudo voltou a ficar bem, resolvido o sobressalto levantamos a cera e deslacramos o corpo, o pouco que ainda havia para expor e deixar sentir saiu e Glósóli e Popplagið foram apenas o testemunho passado de uma noite perfeita!

As palmas, os pés a bater no chão, o vibrar da plateia, os assobios, os gritos, as palavras de satisfação, não couberam em agradecimentos…e fomos também nós agradecidos pela fé na seita e como soube bem ouvir chamar o rebanho nosso, o preferido!
Fim.

Alinhamento:
01 Svefn g englar
02 Ný batterí
03 Fljótavik
04 Við spilum endalaust
05 Hoppípolla
06 Með blóðnasir
07 Inní mér syngur vitleysingur
08 Sæglópur
09 E-bow
10 Festival
11 Hafsól
12 Gobbledigook

13 All alright video
14 Glósóli
15 Popplagið

Sigur Rós

chUVa dE PApeiS ColorIDOS

Nós é que agradecemos: Takk Sigur Rós!

Caspian no Porto Rio – 06 OUTUBRO 2008

Posted in Concertos on Outubro 16, 2008 by João

Num palco sobre o rio soltaram-se as guitarras e agitaram-se as águas, soberbas e sintetizadas moveram-se juntas em movimentos repetidos explodindo depois em gotas de suor e emoção. O vibrar do chão era tão intenso que por alturas o sólido e térreo material dava lugar às ondas magníficas e aos comprimentos das mesmas que subiam e emergiam dos pés até se fazerem sentir e unir aos sons estridentes que ao ouvido chegavam, fortes e electrizantes. Ali diante dos olhos, uma sala a meia-luz, em redor as janelas pequenas e redondas de um barco velho e abandonado, estende-se o rio Douro e toda uma bela cidade repleta de luzes nocturnas que mais magia entregava a toda uma noite inesquecível.
O primeiro passo ficou ao encargo dos portugueses The Allstar Projects com um postrock mais agressivo e acelerado abriram as hostes e agitaram as primeiras paredes da casa. Embora com uma excelente prestação musical, escasseou a melodia perdendo-se muitas vezes numa nuvem confusa e desfigurada devido a distorções abusivas e continuadas. Ao fim de uns 40 minutos despediram-se com poucas falas e deram espaço ao som mais limpo e composto mas não menos desejoso de fazer a proa saltar. Caspian subiram ao palco e o barco entrou mar a dentro levando-nos com ele. As guitarras mais trabalhadas, a quietude de uma e a explosão de todas uma e outra vez fizeram as delicias da casa e desde logo o publico seguia com o corpo os movimentos cíclicos dos músicos, ora para a frente ora para trás, os cabelos seguiam também eles soltos e desprendidos e toda uma sala se movia na mesma dança hipnótica e monótona. As músicas seguiam uma a trás da outra, e as cervejas desciam nas bocas secas e ávidas de líquido, o calor era imenso e a banda tocava apenas a poucos centímetros do público, o tecto baixo sobre as nossas cabeças, os olhos fechados e as mãos húmidas libertavam os arrepios do corpo e uma vez e outra ainda vinham as ondas e nela velejávamos heroicamente e sem pensar, livres, livres para ir a qualquer lugar…

No fim ficou a confissão de um público caloroso e a promessa de um regresso agendado para a próxima primavera, juntamente com a chegada de um novo álbum.
Aguardamos ansiosos o regresso do barco.

Videos do concerto:

1-Brombie
2-Some are white Light

Caspian

Download Last rites
Fotos by Caixinha de Música